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11 de jan. de 2021

O que afinal é essa casinha no escudo do Everton?

Esse texto faz parte da série Emblemáticos, que conta as histórias por trás dos principais símbolos futebolísticos do mundo.

por

Fernanda Lima

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01:42
COMO ESSA TORCIDA INC3NDIOU O ESTÁDIO DO RIVAL
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04:44
FOI ASSIM QUE ESSA TRANSMISSÃO ENGANOU DUAS TORCIDAS
04:37
É POR ISSO QUE O SÃO PAULO TÁ SENDO CHAMADO DE 'O MAIS POPULAR'
13:27

Embora muitos jovens torcedores estejam ouvindo falar do Everton com mais frequência por causa do Richarlison e das recentes contratações de estrelas pelo clube, a tradição dos Toffees na Inglaterra é enorme. Mais velho que o arquirrival Liverpool, o Everton conheceu primeiro as glórias dos grandes títulos nacionais e era um dos principais símbolos da cidade antes dos Reds aparecerem.


O escudo do clube, inclusive, carrega uma parte importante da história local. No centro do emblema está a Everton Lock-Up, também conhecida como Prince Rupert Tower, uma prisão nos moldes antigos construída em 1787. Naquela época, quem perturbava a ordem da comunidade era enviado para lá antes de ir a julgamento – caso dos bêbados, criminosos, baderneiros, entre outros.


Abandonada com o tempo por causa da modernização da polícia e das prisões, o Everton, quando mudou pela primeira vez seu distintivo, no final da década de 30, decidiu incluí-la. A representação da prisão, claro, tornou o escudo peculiar e um dos mais conhecidos no mundo do futebol. Junto à imagem, apareceram no emblema o nome do clube, as coroas de louros – que simbolizam a vitória – e a frase em latim "Nil Satis Nisi Optimum", algo como "Nada além do melhor é bom o suficiente".


A mudança parece ter dado certo. Com o novo escudo nas tradicionais e bonitas camisas azuis, os Blues viveram tempos de glória: foram tricampeões do Campeonato Inglês, bicampeões da Supercopa da Inglaterra e campeões da Copa da Inglaterra. Quando substituíram a famosa torre pelas iniciais do clube nos distintivos (72-78), as coisas se complicaram e as taças pararam de chegar ao Goodison Park.


REPRODUÇÃO: SPORTNET

Coincidentemente ou não, na temporada 78/79 os elementos voltaram ao escudo e os títulos à sala de troféus: foram 10 em 15 temporadas!


Por falar em Goodison Park, um dos estádios mais velhos da Inglaterra (1892), é nele que o Everton mantém uma tradição quase secular. Antes de todos os jogos, uma mulher (ou criança) vestida com roupas clássicas caminha ao redor do campo e distribui balas de caramelo para os torcedores. Esse costume nasceu de uma rivalidade entre... lojas de doces.


REPRODUÇÃO: LIVERPOOL ECHO

Saca só como isso começou: Old Ma Bushell, uma moradora da região, fazia a Everton Toffee, bala de caramelo com o nome do distrito. Quando o clube surgiu, o doce passou a ser vendido para a torcida antes dos jogos e se tornou ainda mais popular. A associação do time com a bala não demorou a aparecer: o Everton passou a ser conhecido como Toffees (caramelos). Quando o Goodison Park surgiu e os jogos mudaram para lá, a torcida conheceu o Everton Mint, um doce muito parecido com o que já era conhecido. Temendo perder espaço no gosto dos torcedores, Old Ma Bushell vestiu sua neta com uma roupa bonita, encheu uma cesta de suas balas e a mandou para distribuí-las, de graça, antes das partidas; a moça ficou conhecida como Everton Toffee Lady. A prática se tornou tão marcante, que é mantida pelo clube até hoje.


REPRODUÇÃO: GRANDOLDTEAM

Mesmo sendo um poço de cultura e contando a história do futebol através do emblema, das camisas, dos costumes e das rivalidades que mantém, o Everton não conseguiu montar grandes times para rivalizar com o Liverpool e foi perdendo espaço para os novos ricos e supercampeões do país. A chegada de jogadores como o Richarlison, que já caiu nas graças do povo, dá esperança para a volta dos dias em que o azul será novamente a cor mais falada da cidade.


Apesar da seca gigante de títulos, os torcedores continuam fiéis, fazendo bonitas festas nas arquibancadas e passando de geração em geração uma mensagem importante: é preciso defender a tradição do escudo que se carrega no peito.


REPRODUÇÃO: DAILY POST

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