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30 de mar. de 2023

O futebol pode estar deixando seus jogadores com Alzheimer

Um estudo sueco mostrou que os impactos do jogo podem aumentar as chances de um ex-jogador desenvolver doenças neurológicas, e vem dando o que falar.

por

Renan Lima

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Estiramentos musculares, torções articulares, rupturas de ligamentos e fraturas dos mais variados estão no vocabulário dos jogadores de futebol e também dos torcedores, que querem entender como tudo isso pode afetar a temporada do seu clube ou do seu jogador favorito. Agora, ”Alzheimer”, uma doença grave e progressiva que destrói a memória e outras funções mentais importantes de uma pessoa, definitivamente não é um termo tão comum no vocabulário médico futebolístico. Mas, de acordo com um estudo sueco divulgado na última semana, deveria.


Um artigo publicado em março de 2023 na revista científica The Lancet, uma das mais famosas e prestigiadas do mundo, sugere que jogadores de futebol têm mais chances de desenvolver doenças degenerativas do que outras pessoas, sobretudo Alzheimer e outros tipos de demência. O estudo analisou dados de cerca de 6 mil atletas que atuaram no campeonato sueco entre agosto de 1924 e dezembro de 2019, e foi um dos maiores já realizados nessa área.


De acordo com os achados pelos pesquisadores, entre os jogadores da primeira divisão sueca, 9% foram diagnosticados com alguma doença neurodegenerativa. Já entre o restante da população, esse número fica na casa dos 6%. Vale ressaltar que os goleiros não apresentaram um aumento nesse risco, o que reforça a ideia de que os cabeceios e os constantes impactos na região da cabeça podem estar por trás desses números. Até porque essa não é a primeira vez que essa hipótese foi levantada.


GRIEZMANN E MAC ALLISTER DISPUTANDO A BOLA DE CABEÇA NA FINAL DA COPA DO MUNDO. PAUL ELLIS/AFP

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Nos últimos anos, outros estudos têm investigado a relação das pancadas na cabeça em um jogo de futebol com possíveis danos cerebrais futuros. Um relatório britânico publicado em 2021, na também renomada revista Journal of Neuropsychology, acompanhou 26 ex-jogadores na faixa dos 60 anos para analisar suas atividades neurológicas. Foi constatado que eles tinham alterações significativas nas atividades cerebrais em comparação a pessoas que nunca praticaram o esporte, o que leva a mais riscos de desenvolver a encefalopatia traumática crônica. Essa doença é bastante conhecida no mundo da luta como a “demência do pugilista”, justamente por ter sido diagnosticada em muitos ex-lutadores de boxe.


O que uma arte marcial tem a ver com o futebol são os constantes traumas na cabeça, seja por meio das cabeceios ou até por choques cabeça com cabeça entre os jogadores. As diversas e repetidas pequenas lesões nessa região do corpo têm despertado preocupação no mundo todo e servem como um ponto de reflexão para atletas e treinadores. A Federação Inglesa de Futebol, a FA, já tem pensado em formas de limitar a instrução de cabeceios, por exemplo, para atletas com menos de 12 anos.


CABECEIO DA CRISTIANE NO JOGO CONTRA A AUSTRÁLIA NA COPA DO MUNDO. GERARD JULIEN/AFP

São movimentos ainda preliminares e muitos pontapés iniciais estão sendo dados tanto no estudo quanto na prevenção de doenças neurológicas no futebol. Mas o fato é que um sinal de alerta foi aceso e muita gente dentro dos campos do mundo todo deve começar a repensar os jeitos em que usa a sua cabeça no meio de uma partida.


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